13478- Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero e Raça e Sua Aplicação em Ações Judiciais
A quem se destina: Advogadas e advogados inscritos na OAB, estagiários, bacharéis e profissionais graduados que buscam o aprimoramento técnico da defesa. O curso é voltado para quem deseja dominar o Protocolo de Gênero e Raça como ferramenta de fundamentação estratégica, garantindo que o exercício da advocacia seja pautado pela máxima diligência e pelo uso de teses jurídicas contemporâneas e interseccionais.
Carga horaria: 4 Horas.
Período: 26/05/2026 das 18h as 22h
Data de início: 26/05/2026
Data de término: 26/05/2026
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O curso analisa a aplicação do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero e Raça na prática jurídica. A formação abrange todas as áreas do Direito, destacando a interseccionalidade como ferramenta essencial para garantir uma atuação judicial equânime e sensível às diversidades.
Metodologia:
Módulo 1: Fundamentos da Interseccionalidade e Teoria Crítica
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Gênese e evolução do conceito; análise crítica da composição social e a transposição da teoria para o campo jurídico.
Módulo 2: Mapeamento de Subjetividades e Lugar Social
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Identificação de perfis e marcadores sociais: a análise interseccional aplicada ao advogado, ao cliente e à parte adversa (ex adverso).
Módulo 3: Prática Processual: Da Petição Inicial ao Pedido
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Laboratório de casos reais: técnicas de redação jurídica e aplicação estratégica do Protocolo na construção de teses e pedidos.
Módulo 4: A Perspectiva Interseccional em Juízo e a Gestão da Prova
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Atuação estratégica em audiências, análise de decisões judiciais multiáreas e o cumprimento das determinações protocolares do CNJ.
- Aulas
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Objetivo Geral: Capacitar a advocacia para a aplicação prática do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero e Raça. O curso instrumentaliza profissionais para integrar a lente da interseccionalidade em todas as etapas da atuação jurisdicional — do peticionamento estratégico e construção de teses jurisprudenciais até a performance em audiências e sustentações orais —, assegurando uma defesa técnica alinhada à equidade e aos direitos humanos.
Objetivos Específicos:
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Compreender o arcabouço normativo: Analisar as diretrizes das Resoluções CNJ n. 492/2023, 598/2025 e CSJT n. 368/2023, compreendendo a obrigatoriedade da adoção da perspectiva de gênero e raça no Poder Judiciário e seus reflexos na advocacia.
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Traduzir os conceitos teóricos do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero e Raça em estratégias práticas para a atuação das partes, garantindo que o direito material seja aplicado sem o filtro de estereótipos.
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Aplicar o Método Interseccional: Utilizar a interseccionalidade como ferramenta metodológica para identificar como múltiplos marcadores (raça, gênero, classe, deficiência) se sobrepõem e afetam o acesso à justiça e a produção de provas.
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Qualificar o Peticionamento e a Tese Jurídica: Estruturar peças processuais e recursos que articulem jurisprudência atualizada e normas internacionais de direitos humanos, combatendo a discriminação estrutural em casos cíveis, criminais, trabalhistas ou de família.
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Aprimorar a Performance em Atos Processuais: Conduzir audiências e sustentações orais com foco na paridade de armas, utilizando técnicas que impeçam a revitimização e garantam que a perspectiva de gênero e raça influencie a convicção do magistrado.
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Neutralizar Vieses Cognitivos: Reconhecer e impugnar o uso de preconceitos implícitos em decisões judiciais ou na argumentação da parte contrária, promovendo um julgamento equânime e livre de pré-juízos.
- Bibliografia Básica
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RESOLUÇÃO CNJ N. 492, DE 17 DE MARÇO DE 2023. Estabelece, para adoção de Perspectiva de Gênero nos julgamentos em todo o Poder Judiciário, as diretrizes do protocolo aprovado pelo Grupo de Trabalho constituído pela Portaria CNJ n. 27/2021, institui obrigatoriedade de capacitação de magistrados e magistradas, relacionada a direitos humanos, gênero, raça e etnia, em perspectiva interseccional, e cria o Comitê de Acompanhamento e Capacitação sobre Julgamento com Perspectiva de Gênero no Poder Judiciário e o Comitê de Incentivo à Participação Institucional Feminina no Poder Judiciário.
RESOLUÇÃO CNJ nº 598/2024. Estabelece, para adoção do Protocolo para Julgamento com Perspectiva Racial em todo o Poder Judiciário brasileiro, tornando obrigatória a análise de processos sob a ótica do combate ao racismo estrutural. O documento orienta magistrados a considerarem desigualdades raciais e estereótipos na condução de casos criminais, cíveis, trabalhistas e familiares, buscando decisões mais justas e equitativas.
Observações:
1: Para os cursos que permitam alunos não inscritos na OAB, estes deverão apresentar, no primeiro dia de aula, o comprovante de graduação.
2: A Escola poderá, em caráter excepcional, alterar datas e horários das aulas bem como poderá substituir o docente em caso de imprevisto. Reserva-se o direito de cancelar o curso caso não haja um número suficiente de alunos, sem ônus para os inscritos
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